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França registra dia mais quente da história recente, diz agência meteorológica

Homem mergulha em fonte perto da Torre Eiffel, em Paris, na França, em meio a onda de calor histórica no país europeu, en 22 de junho de 2026. Abdul Saboor/ ...

França registra dia mais quente da história recente, diz agência meteorológica
França registra dia mais quente da história recente, diz agência meteorológica (Foto: Reprodução)

Homem mergulha em fonte perto da Torre Eiffel, em Paris, na França, em meio a onda de calor histórica no país europeu, en 22 de junho de 2026. Abdul Saboor/ Reuters A França teve o dia mais quente já registrado em sua história recente. De acordo com os dados do Météo-France, as temperaturas nunca estiveram tão altas desde 1947, quando começaram p monitoramento. Calor extremo fecha escolas, afeta pontos turísticos e coloca Europa em alerta; entenda O indicador térmico nacional — uma média entre temperaturas diurnas e noturnas de 30 estações meteorológicas de referência — chegou a 29,8°C, segundo dados preliminares da Météo-France. Para se ter uma noção, o número é 0,4°C superior ao recorde anterior, estabelecido em 25 de julho de 2019 e 5 de agosto de 2003. Milhões de pessoas enfrentam uma onda de calor excepcional em diversos países da Europa nesta semana. França, Espanha, Itália e Reino Unido registram temperaturas muito acima da média para esta época do ano, com máximas superiores a 40°C em algumas regiões. A França é um dos países mais afetados. Nos últimos dias, ao menos 40 pessoas morreram afogadas ao tentar se refrescar diante das temperaturas extremas. O país colocou cerca de metade de seu território sob alerta vermelho de onda de calor. Europa enfrenta segunda onda de calor extremo O que está provocando o calor extremo? A principal causa imediata é um fenômeno atmosférico conhecido como bloqueio ômega. O nome vem do formato que o sistema assume nos mapas meteorológicos, semelhante à letra grega Ω (ômega). Trata-se de uma área de alta pressão atmosférica cercada por dois sistemas de baixa pressão. Na prática, esse bloqueio funciona como uma espécie de "tampa" sobre uma região. O sistema impede a passagem normal das frentes frias e faz com que o ar quente fique preso sobre o mesmo local durante vários dias. Em condições normais, a corrente de jato — um corredor de ventos fortes que circula em grandes altitudes — ajuda a deslocar os sistemas meteorológicos de oeste para leste. Durante um bloqueio ômega, esse fluxo é interrompido, permitindo que o calor se acumule continuamente. Com poucas nuvens e céu aberto, a radiação solar aquece ainda mais a superfície. O resultado são dias consecutivos de calor intenso, temperaturas recordes e noites cada vez mais quentes. Por que isso está acontecendo? Os cientistas ainda investigam de que forma as mudanças climáticas podem influenciar a frequência dos bloqueios ômega. Não há consenso sobre essa relação específica. Por outro lado, existe consenso científico de que o aquecimento global está tornando as ondas de calor mais frequentes, mais duradouras e mais intensas. O continente europeu é atualmente o que registra o aquecimento mais acelerado do mundo. Dados do programa europeu Copernicus mostram que as temperaturas na região aumentam cerca de duas vezes mais rápido do que a média global desde a década de 1980. O mesmo monitoramento apontou que 2024 foi o ano mais quente já registrado tanto na Europa quanto no planeta. O continente também registrou um dos maiores números de dias classificados como "estresse térmico", condição em que o calor representa risco significativo à saúde humana. Ou seja, a temperatura média da Europa vem aumentando ao longo das últimas décadas. Em um continente mais quente, eventos extremos de calor tendem a ocorrer com mais frequência e intensidade.

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